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Categoria

Sociedade

Data

02-09-2024

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INE AUSCULTA A ONG MBAKITA SOBRE A ACTUAL SITUAÇÃO DOS KOISAN EM ANGOLA

 

Menongue- No âmbito do projecto de Fortalecimento da Capacidade Estatística de Angola, uma delegação do Instituto Nacional de Estatística INE,   chefiada pela pesquisadora e consultora sociocultural Cristina Udelsmann Rodrigues,   trabalhou nesta segunda-feira 2 de Setembro de 2024,  com a Organização Não Governamental Nacional MBAKITA, que desde 2014 presta advocacia nas minorias étnicas no que a inclusão, justiça, solidariedade, valorização da pessoa humana diz respeito.

 

Desde à sua fundação em 2002, a MBAKITA trabalha em prol da promoção e proteção dos Grupos Minoritários de Angola, nomeadamente: Khoi, San, Kwisi, Kwepe, Vatwa, Kwamashi residentes nas províncias do Cuando Cubango, Cunene, Huila, Moxico e Namibe. Porém à sua experiência remonta nos anos 1992, após os acordos da paz, aquando a identificação dos grupos vulneráveis pela CÁRITAS geral de Angola. Levantamento dos Grupos desfavorecidos para evangelização inclusiva feita pelos Missionários Redentoristas.

 

Neste primeiro encontro com a MBAKITA,  o INE tomou contacto com um relatório que espelha ao pormenores os dados numéricos dos Khoisan,  sua localização,  situação actual cuja realidade social e econômica está a quem das expectativas,  devido ao reduzido acesso do grupo aos  serviços sociais básicos como: identificação para atribuição de certidões de narrativas, cédulas pessoais e Bilhetes de Identidade, acesso à educação primária, cuidados de saúde bem como da sua segurança alimentar que se manifesta preocupante já que para o seu auto- sustento,  recorrem a recoleção de frutos silvestres, da caça furtiva, pesca continental e produção de mel.

 

Da MBAKITA, o  Instituto Nacional de Estatística  colheu informações sobre o nível de intervenção da advocacia exercido pela Organização Não Governamental Nacional que desde o ano de 2014 olha para às dificuldades dessas comunidades como bandeira nas  suas prioridades, tendo o presidente do Conselho de Administração da Organização Pascoal Baptistiny Sávio Samba, mencionado a educação itinerante das crianças indígenas, a fraca assistência social dos kamussequeles um calcanhar de Aquiles pós que eles  necessitam de uma atenção especial para a sua proteção.

 

Fruto da advocacia da MBAKITA, 20 autoridades tradicionais Khoisan, foram reconhecidas pelos Governos províncias do Cuando Cubango e Huila e como resultado já participam dos conselhos de auscultação social,  onde canalizam diretamente as preocupações de suas comunidades que muitas vezes  não são tidas nem achadas pertinentes, o  que levou Pascoal Baptistiny Sávio Samba a apelar aos sectores da cultura e assistência social a prestarem mais  atenção aos grupos vulneráveis como os kamussequeles que enfrentam problemas claros de exclusão social.

 

A pesquisadora e consultora do INE Cristina Rodrigues garantiu continuar a trabalhar com a MBAKITA e com a provedoria da justiça a nível do Cuando Cubango para que se reduzam as assimetrias de desenvolvimento dos grupos minoritários e colocá-los em pé de igualdade com os bantus.

 

DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO E IMAGEM DA MBAKITA Em Menongue, aos 2 de Setembro de 2024